terça-feira, 26 de maio de 2015

Desigualdades Sociais



A desigualdade social é um problema de todos os países do mundo e decorre da má distribuição da riqueza, ou seja, a maioria da população fica subjugada à minoria que detém os recursos o que gera as desigualdades. De entre estas, evidenciam-se as desigualdades etária, racial, económica, de género, na saúde, na educação, etc. 

A muitas destas desigualdades estão associadas questões de má administração de recursos; de falta de investimento nas áreas sociais, culturais, da saúde e da educação; de falta de oportunidades de trabalho; de corrupção; entre outros fatores. E tendo em conta este cenário, sucedem-se casos de miséria, pobreza, fome, desnutrição, mortalidade, desemprego, marginalização, violência, criminalidade e atrasos no progresso do país. Há lugares em que os problemas são mais evidentes como, por exemplo, nos países africanos, os quais estão entre os mais desiguais do mundo. Mais perto, há relatórios da União Europeia que indicam Portugal como um dos países mais desiguais na distribuição dos rendimentos das famílias e em que o risco de pobreza é atenuado pelos apoios sociais.

As desigualdades também estão ligadas à existência de desigualdades de caráter mais qualitativo. Em muitas sociedades, brancos e negros gozam de estatutos diferentes que, por esse facto, lhes conferem vantagens ou desvantagens. São desigualdades estruturais que subsistem ou tendem a acentuar-se, sobretudo noutras formas de desigualdade é o caso da (des)igualdade perante o trabalho e o salário entre homens e mulheres. Entram assim em cena desigualdades novas influenciadas pelo género. 

Centremos-nos nestas.
Durante muitos anos, às mulheres não foi reconhecida a devida importância na sociedade, sobretudo quando se analisavam questões de poder, riqueza e prestígio. Contudo, o género é um dos exemplos mais profundos da estratificação. Não existe sociedade em que os homens não tenham, em certos aspetos da vida social, mais riqueza, maior estatuto e influência do que as mulheres.

Em Portugal, a crise veio aumentar as desigualdades, um problema para o qual não se estão a criar soluções. No trabalho, a mulher já se encontra em desvantagem, com salários mais baixos e, em casa, aumentam as assimetrias. Recai sobre a mulher outros tipos de trabalho: tarefas domésticas; cuidados com os filhos, etc A igualdade no mercado de trabalho não foi acompanhada pela igualdade na família. A crise tem tido consequências mais graves para as mulheres, particularmente nas classes mais baixas, onde aumentaram os níveis de precariedade laboral, a segregação, a violência.

Muito há a explorar no que diz respeito aos fatores que explicam as desigualdades de género como a diferença de estatuto, de poder e de prestígio que mulheres e homens adquirem em grupos.


Pode concluir-se que, embora o nosso país tenha experienciado transformações ao nível do papel da mulher, mantém-se ainda uma visão estereotipada dos papéis desta na sociedade os quais, em termos de esforço, resultam num desgaste físico e psicológico e na incapacidade de esta usufruir de momentos de lazer e de participação cívica. E isto é verdadeiramente uma violação dos direitos humanos.
Bruno Oliveira

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Terrorismo


Apesar de, ao longo dos tempos, existir nas suas distintas formas, a verdade é que, com a cobertura mediática que certos atos vão recebendo, o terrorismo passou a fazer parte das nossas vidas, sobretudo a partir dos atentados do 11 de setembro.

Define-se como um modo de coagir, ameaçar ou impor uma vontade através do terror; como forma de ação política que combate o poder, através da violência exercida indiscriminadamente contra a população em geral, visando a obtenção dos objetivos de determinadas instituições.

São conhecidos, como principais grupos terroristas, a Al Qaeda (seguidores de Bin Laden); o Hamas (oponentes dos judeus); o grupo Jihad Islâmico (organização religiosa contra os palestinianos); o Herzbollah (organização islâmica xiita); todavia, outros vão ganhando amplitude: o autoproclamado Estado Islâmico; Boko Haram… Todos eles fomentando o medo, o horror, junto das populações e, em consequência, a miséria, a fome, a fuga…Ainda outros com menos projeção: o IRA (grupo militar separatista irlandês); a ETA (grupo separatista pela independência do País Basco); as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia); …

Atualmente, o terrorismo caracteriza-se pela descentralização de suas atividades. Cria impacto pela surpresa - ocorre quando e onde é menos esperado. É o uso sistemático de terror e violêncis como recurso de controlo social e político. Um exemplo disso é o facto de os terroristas matarem pessoas com denominações religiosas diferentes, escravizarem mulheres, executarem quem não aceita as suas imposições,… É comum, através dos media, conhecerem-se as atrocidades que cometem; os atos de selvageria que divulgam como troféu nos vídeos que espalham na internet. O jornalista norte-americano James Foley foi o primeiro a ser decapitado diante das câmaras de televisão pelo Estado Islâmico com vista a provocar os governos ocidentais. Depois dele, seguiram-se outros mais. O atentado contra os jornalistas do “Charlie Hebdo”, em Paris, que mais não foi que um atentado à liberdade de expressão.

Todavia, é curiosa e preocupante a grande adesão de simpatizantes, frequentemente de origem europeia, às causas destes grupos terroristas. Muitos jovens ocidentais oferecem-se para servir o propósito jhadista, comportamento que inquieta a Europa, sobretudo pela possibilidade de infiltração que tais jovens, treinados como terroristas, possam realizar em solo europeu.

Em suma, além desses grupos, existem dezenas (ou até centenas) de outros grupos terroristas de menor valor espalhados pelo mundo e que dominam os povos pelo horror. Face à ameaça terrorista atual, a União Europeia e a Organização das Nações Unidas elaboraram uma estratégia global com vista a contribuir para a segurança mundial. A estratégia adotada ao nível europeu promove a democracia, o diálogo e uma boa gestão das questões públicas, a fim de combater os fatores que motivam a radicalização. Para tal, propõem organizar a sua ação em torno de quatro objetivos: prevenir, proteger, perseguir e responder. São um passo para a segurança das nações; mas a não garantem, porque existe a maldade e a crueldade no coração dos homens. Haverá sempre dor e guerra até ao dia em que todos entendam que devem amar-se e respeitar-se para que o mundo progrida para a paz.
 
Bruno Oliveira

 

quinta-feira, 21 de maio de 2015

O poder dos grupos: O porquê da Conformidade Social

A mudança de comportamentos, pensamentos e atitudes de um indivíduo como resposta à presença real ou imaginária de outros traduz-se no conceito de conformidade. A conformidade social pode, assim, ser definida como um tipo de influência social, que envolve a alteração das crenças ou comportamentos, que tem por objetivo o enquadramento e acesso a um determinado grupo social.
A conformidade é uma força preponderante que pode assumir a forma de pressão social ostensiva ou influência inconsciente. 
  
 
Os estudos feitos na área da psicologia e sociologia apontam para a existência de dois tipos de conformidade: informativa e normativa. A primeira ocorre frequentemente em situações nas quais existe um grau elevado de incerteza e de ambiguidade. Numa situação estranha há uma propensão para moldarmos os nossos comportamentos para que coincidam com os dos outros elementos do grupo, e, por isso, as ações destes informam-nos dos costumes e das práticas aceitáveis. Vemos os outros, assim, como fonte de informação que guia os nossos comportamentos, e acabamos por conformar-nos porque acreditamos que a interpretação destes é mais correta do que a nossa.

A conformidade normativa ocorre por causa do desejo de integrar um grupo social. Os pré- adolescentes e adolescentes são particularmente vulneráveis a serem influenciados porque pretendem ser aceites pelos seus colegas (“peer pressure”). 
 

As normas sociais, como o cumprimento de leis de tráfego ou o respeito pela propriedade privada, estabelecem a base de uma sociedade funcional. Porém, a conformidade “automática”, sem questionamento da validade das normas sociais, pode ter efeitos nocivos. Na Alemanha Nazi, muitas pessoas comuns não acusavam as atrocidades cometidas porque poucas resistiam e assumiam comportamentos desviantes.

Nas decisões diárias, os indivíduos devem examinar se numa situação estranha e desconhecida as razões estabelecidas justificam as acções cometidas. Primeiramente devem interrogar se os comportamentos praticados pelos outros pertencentes ao grupo são racionais e em consonância com os seus próprios princípios e valores, antes de os adotar inquestionavelmente. Similarmente, numa situação na qual o indivíduo quer impressionar e ser aceite pelos outros, deve questionar-se se aquela ação entra em conflito com o seu código moral.

 
  
                                                                                                                            Daniela Costa, nº 11

A Escola


A ESCOLA
“ (…) A função da escola, para além de transmitir conhecimentos, (…) é também a de contribuir para o desenvolvimento global do indivíduo, a nível cognitivo, motor, afetivo, criativo, e contribuir para a sua socialização e interiorização dos valores dominantes na sociedade”. (Silva, 1993,p.71).


 A escola é uma instituição onde se realiza o direito à educação, que se exprime pela garantia de uma permanente ação formativa orientada para favorecer o desenvolvimento global da personalidade, o progresso social e a democratização da sociedade. A escola deve contribuir no desenvolvimento da personalidade, na formação de carácter e de cidadania do educando, deve assegurar a sua formação cívica e moral, assegurar o direito à diferença, desenvolver a capacidade para o trabalho e proporcionar uma sólida formação geral e uma formação específica para a ocupação de um justo lugar na vida ativa, que permita ao aluno ter uma participação ativa no progresso da sociedade de acordo com os seus interesses. A escola tem como dever assegurar a igualdade de oportunidades para ambos os sexos, através da Ana orientação escolar e profissional, e sensibilizar, para o efeito, o conjunto dos intervenientes no processo educativo. Em síntese, podemos dizer que a escola pode ser definida pelos seguintes itens:

1- Possui uma filosofia e metodologia de ensino;

2-Deve tratar o educando como portador de cultura e respeitar sua individualidade;

3- Deve criar um espaço de convivência e aprendizagem;

4- Deve socializar e preparar o aluno para o futuro.
 
 
                                                                                                                          André Silva nº3 12ºC

terça-feira, 12 de maio de 2015

Interacção Social


A interacção social é o processo pelo qual as pessoas se relacionam, comunicam, umas com as outras, num determinado contexto social. A interacção social é apoiada no princípio da reciprocidade, isto significa que os actos dos indivíduos são dependentes de outro.
Deste modo, precisamos sempre de um espelho para nos reconhecer a nos mesmos. É na interacção com os outros que nos reconhecemos a nos próprios. Assim defende Anthony Giddens, “As nossas rotinas diárias e as interacções nas quais elas nos envolvem com os outros estruturam e formam aquilo que fazemos”.
Erving Goffman defende: “Considerarei o modo como indivíduo em situações de trabalho habituais se apresenta a si próprio e à sua actividade perante os outros, as maneiras como orienta e controla a impressão que os outros formam dele, as diferentes coisas que poderá ou não fazer enquanto desempenha perante os outros e o seu papel social.” Tal significa que é através das nossas rotinas e do seguimento de normas e regras de comportamento que individualizam personalidades e o nosso papel na sociedade.
Segundo George Mead, o individuo segue um generalizado, ou seja algo imaginado, algo que corresponde aos critérios de uma certa classe social de pertença, género, etnia, papel social, etc., em que acabamos por moldar os nossos comportamentos e construir a nossa identidade. Exemplo disso é o estereótipo que a sociedade elege, por exemplo, para os Punks, Hippies, Gangsters…
O individuo mesmo em silêncio não deixa de passar uma impressão. A indumentária, os adornos, os gestos falam por si, deixando, assim, impressões. Essas impressões são assim, portadores ou indícios de informação, como, por exemplo, a relação que se pode estabelecer entre a aparência e o estatuto socioeconómico, do actor ou entre determinados comportamentos e os rótulos ou estereótipos associados ao papel em representação.
Existem padrões de interacção, isto é as rotinas do quotidiano, com situações de interacção muito semelhantes, tipificam formas de relacionamento. É através destes padrões que se constitui a base de estruturação da sociedade, pois, esta, organiza-se em torno da repetição das interacções.
Além disso, Goffman refere também, que o espaço de interacção torna-se bastante importante. Goffman demonstra que enquanto estamos sob os olhares da sociedade, os nossos comportamentos seguem as rígidas regras e as normas, de modo a “agradar” a sociedade, porque esta assim o exige. Enquanto, quando não estamos sob os olhos de terceiros, tornamo-nos mais relaxados e descontraídos.


Assim, o individuo torna-se uma marioneta na sociedade, seguindo segundo as suas normas, sempre pensando o que as pessoas vão pensar e agradando aos outros, sem viver a vida de forma irreverente e livre como assim o realmente deseja.

Patrícia Pinto Ferreira nº 17

quinta-feira, 7 de maio de 2015

A cultura da pobreza

Para falarmos de cultura da pobreza, temos que referir onde tudo começou: Não é que a pobreza tenha uma data ou local exato do seu nascimento, como é lógico, mas podemos refletir sobre isso, na minha perspetiva, a pobreza começou ao mesmo tempo que as civilizações, pois era necessário existirem ricos e pobres, isto porque existem sempre aqueles que exploram os menos favorecidos, e como riqueza gera riqueza, na maioria das vezes pobreza só gera ainda mais pobreza,  neste ponto de vista quem é pobre é forçado a ser explorado pois não tem outra saída, precisa do pouco que lhe é dado pelos ricos, de maneira a conseguirem sustentar-se, garantindo a sua sobrevivência.
Quanto á cultura da pobreza propriamente dita, podemos falar em valores, atitudes e comportamentos que se relacionam com os modos de vida, onde se destacam maneiras de ser, de pensar, de sentir e de agir de um pobre. Muitas vezes, o preconceito pode levar algumas pessoas a proferir juízos que não encontram correspondência na realidade, como é o caso de serem preguiçosos, não saberem poupar, serem pessoas avarentas... Quando na maior parte dos casos, os pobres são aqueles que mais se entreajudam, que mais sabem partilhar, que mais sabem o valor que um simples objeto pode ter, pois só damos valor ás coisas quando as perdemos ou quando nunca as tivemos, várias experiências sociais suportam esta tese, algumas das quais podemos encontrar no youtube ( https://www.youtube.com/watch?v=1fC6RP6tZ1Q / https://www.youtube.com/watch?v=Pl0t3ZPdcdM ). 

Isto leva-nos a pensar que os 
preconceitos existentes na sociedade quanto á cultura da pobreza estão em grande parte errados, os vídeos acima referidos podem ser tomados como lições de vida para as pessoas que por mais que tenham nunca estão satisfeitas, querem sempre mais, nem que para isso tenham que pisar, explorar, passar por cima de outras pessoas. Estes vídeos mostram-nos dois exemplos em como a  entreajuda está fortemente enraizada na cultura da pobreza, onde não existe a típica ganância que vemos no mundo rico, onde por pouco que se tenha, é valorizado ao mais alto nível.


Luís Carlos Silva

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Exclusão Social

Uma pessoa é considerada socialmente excluída quando está impedida de participar plenamente na vida económica, social e civil e/ou quando o seu acesso ao rendimento e a outros recursos (pessoais, familiares e culturais) é de tal modo insuficiente que não lhe permite usufruir de um nível de vida considerado aceitável pela sociedade em que vive.
A exclusão social pode, portanto, ser definida como uma combinação de falta de meios económicos, de isolamento social e de acesso limitado aos direitos sociais e civis; trata-se de um conceito relativo dentro de qualquer sociedade particular e representa uma acumulação progressiva de fatores sociais e económicos ao longo do tempo.


A exclusão social é um conceito multidimensional e exprime-se em diferentes níveis (ambiental, cultural, económico, político e social), sendo frequentemente cumulativa, ou seja, compreendendo vários deles ou mesmo todos. A exclusão social é entendida essencialmente como uma situação de falta de acesso às oportunidades oferecidas pela sociedade aos seus membros. Neste sentido, a exclusão social pode implicar: privação, falta de recursos e ausência de cidadania.
Os fatores que podem contribuir para a exclusão social são os problemas laborais, os padrões de educação e de vida, a saúde, a nacionalidade, a toxicodependência, a desigualdade sexual e a violência.
De outra forma, pode-se dizer que a exclusão social exprime-se em seis dimensões principais no quotidiano dos indivíduos, aos níveis:
Do ser, ou seja da personalidade, da dignidade, da autoestima e do autorreconhecimento individual;
Do estar, ou seja do meio social onde o indivíduo se inclui, desde a família, às redes de vizinhança, aos grupos de convívio e de interação social e à sociedade em geral;
Do fazer, ou seja das tarefas realizadas e socialmente reconhecidas, quer sob a forma de emprego remunerado (uma vez que a forma dominante de reconhecimento social assenta na possibilidade de se auferir de um rendimento traduzível em poder de compra e em estatuto de consumidor), quer sob a forma de trabalho voluntário não remunerado;
Do criar, ou seja da capacidade de empreender, de assumir iniciativas, de definir e concretizar projetos, de inventar e criar ações, quaisquer que elas sejam;
Do saber, ou seja do acesso à informação (escolar ou não; formal ou informal), necessária na tomada de decisões, e da capacidade crítica face à sociedade e ao ambiente envolvente;
Do ter, ou seja do rendimento, do poder de compra, do acesso a níveis de consumo médios da sociedade, da capacidade aquisitiva (incluindo a capacidade de estabelecer prioridades de aquisição e consumo).




A exclusão social é, portanto, uma situação da não realização de algumas ou de todas estas dimensões, ou seja, é o “não ser”, o “não estar”, o “não fazer”, o “não criar”, o “não saber” e/ou o “não ter”.
Esta formulação permite ainda estabelecer a relação entre a exclusão social, entendida desta forma abrangente, e a pobreza, que é basicamente a privação de recursos.
Um dos exemplos de exclusão social são os deficientes físicos e visuais. Estes têm sofrido cada vez mais com os preconceitos da sociedade, nos mais diferentes campos e aspetos. Preconceitos estes que têm vindo a prejudicar a vida social, profissional e até mesmo familiar destes cidadãos. Os deficientes físicos são tratados de forma inferior em relação aos demais. Não são entendidos como deveriam ser. A discriminação dos deficientes físicos, no âmbito da sociedade, é algo que deve ser combatido, principalmente nos meios de transporte, nos acessos que não existem, nas barreiras de acessibilidade, nas ruas e nomeadamente nas oportunidades de trabalho. Para isso é necessário arranjar soluções que possibilitem que os deficientes tenham acesso aos serviços de educação, saúde, entre outros. Estas pessoas têm o direito de oportunidades iguais aos demais cidadãos, na qualidade de vida, no desenvolvimento económico e também no progresso social.

Ana Carolina Ferreira Baptista  Nº1